Bem-aventuranças da ternura

Felizes são aqueles que sentem a necessidade permanente de semear consolo mediante pequenos gestos de proximidade, ternura e carinho. 

Felizes são aqueles que se comovem diante das imagens que mostram dor, da miséria, da fome, da guerra e se esforça para que não se fechem as entranhas pelos laços do consumo, do distanciamento e do egoísmo. 

Felizes são aqueles que vislumbram que a justiça e a solidariedade só crescem se são acompanhadas da sensibilidade, da delicadeza, da humanidade e do bom humor. 

Felizes são aqueles que diante da dureza do tratamento desumano, oferecem a amabilidade como o melhor remédio para desalojar a inimizade nas relações humanas. 

Felizes são aqueles que pagam com carinho e afeto o ambiente de trabalho, a fronteira do compromisso, o diálogo com o vizinho, a depressão do melhor amigo. 

Felizes são aquele que se alegram a cada dia diante da beleza de um rosto, da amabilidade de um jovem, do conselho de uma anciã, do abraço que dá calor ao que chega ferido pela fragilidade do esquecimento que tanto nos afasta. 

Felizes são aqueles que compartilham e oferecem com generosidade a ternura, até as fronteiras mais distantes do nosso mundo, mas não se esquecem de regar com a mesma eficiência seu próprio coração. 

Felizes são aqueles que se deixam educar pela afetividade, pela compreensão, pela carícia, pela vulnerabilidade de quem se sente habitado pela fortaleza da Ternura. 

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